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Bastidores da Política

CPI da Pandemia decide nesta sexta se quebra sigilos de Yara Lins e Fausto Junior, a pedido de Omar

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado Federal vai votar nesta sexta-feira (2) se pede ou não a quebra dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático da conselheira Yara Lins dos Santos, do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e do filho dela, o deputado estadual Fausto Junior (MDB). O pedido é do senador Omar Aziz (PSD), presidente do colegiado, e está gerando uma disputa acirrada nos bastidores.

Na última terça-feira (29), Aziz e Fausto Junior protagonizaram momentos tensos na CPI, com acusações mútuas. O senador acusou o deputado de haver “negociado” com o governador Wilson Lima (PSC) para não recomendar o indiciamento deste último na CPI da Saúde instalada na Assembleia Legislativa, da qual o emedebista foi o relator. Já o parlamentar estadual disse que o presidente da CPI da Pandemia “merecia também ser indiciado”, uma vez que teria cometido ilícitos quando governou o Amazonas.

Ao final da sessão polêmica, Aziz anunciou que pediria a quebra de sigilo de mãe e filho, acusando ambos de usar a estrutura e as prorrogativas do TCE-AM em benefício próprio. O senador chegou a relacionar bens que teriam sido adquiridos pela família e imóveis em construção no condomínio de luxo Ephigênio Salles, de propriedade deles.

A CPI da Pandemia tem uma maioria de senadores independentes ou de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), alinhados com Aziz, mas um dos integrantes do grupo, o senador Eduardo Braga (MDB), está afastado dos colegas e no caso específico que envolve Fausto Junior e Yara Lins, ele se alinha ao deputado, que é seu correligionário. Por isso, a votação é imprevisível.

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