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Política

Atento à CPI, 74% dos brasileiros culpam Bolsonaro por atrasar vacina

De acordo com o presidente da CPI da covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), esses números mostram a sintonia da população brasileira com as investigações que correm no Senado

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Conforme pesquisa divulgada hoje (16), o presidente da República, Jair Bolsonaro, é, para 74% da população brasileira, o maior responsável pela demora na compra de vacina contra o coronavírus (covid).

Afirma esse elevado grupo de brasileiros, portanto, que a vacina chegou mais tarde do que deveria. 

Como resultado dessa omissão de Bolsonaro, quase 100% do país (97%) acredita que as vidas perdidas no Brasil seriam menos com a vacinação mais cedo. Até este dia 15, o país sofreu a morte de 539.050.

O levantamento foi feito pelo DataSenado.

De acordo com o presidente da CPI da covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), esses números mostram a sintonia da população brasileira com as investigações que correm no Senado.

“A CPI investiga sim as razões desta demora e vamos apurar as responsabilidades. Não teremos sessões, mas a CPI não vai parar durante o recesso”, afirmou nesta sexta (16) em post no Facebook.

Dessa maneira, o senador do Amazonas se referia a um outro dado da pesquisa. O de que Bolsonaro é apontado por 40% dos brasileiros como o responsável pelo fraco desempenho do Brasil contra a epidemia de covid.

Assim sendo, prova o estudo que Bolsonaro não conseguiu colar em governadores e prefeitos aquilo que é sua atribuição como chefe do Estado. Portanto, os 40% que lhe responsabilizam estão muito distantes dos 12% que culpam governadores e mais longe ainda dos 3% dos prefeitos.  

Audiência crescente

Aziz destaca ainda na pesquisa, contrariando os senadores bolsonaristas da CPI da covid, como Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO), o quanto os trabalhos são acompanhados e atendem o anseio da população na busca da verdade e dos responsáveis pela má gestão pública da epidemia. Para eles, os governistas, aos rumos da comissão não são bem vistos pelos brasileiros.

Dessa maneira, a CPI bate elevados índices de audiência a cada sessão. Para alavancar esse ibope, as grandes redes de mídia do país, como CNN, Band e GloboNews, em seus canais de TV e internet, retransmitem na íntegra as muitas horas das atividades dos senadores.

Como resultado, a pesquisa do DataSenado aponta que hoje 73% dos brasileiros sabem da existência da CPI e acompanham seus trabalhos. Antes, em maio, esse índice era de 65%.

Os assuntos “corrupção na compra de vacinas” e “superfaturamento da Covaxin” são os mais conhecidos do brasileiro. Dessa forma, 84% dos pesquisados citam os casos.

Outra prova da influência da CPI nos temas em debate no país é a citação por 52% do “kit covid da cloroquina e outros remédios do ‘tratamento precoce’” da doença.

Números da CPI

Até agora, a CPI tomou 33 depoimentos, produziu mais de 1,1 mil requerimentos e mais de 1,8 mil ofícios.

Ao todo, 14 pessoas passaram a ser investigadas. Os dados recebidos pela comissão parlamentar de inquérito superam 1 terabyte. 

Recesso não para trabalhos

De acordo com Aziz, a CPI, recém-prorrogada por mais 90 dias, vai seguir atuando mesmo no recesso parlamentar que começa agora.

Como não poderá interrogar ninguém e nem tomar outras medidas, os trabalhos vão centrar na análise de milhares de documentos. Conforme o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP), não está descartada a possibilidade de realização de diligências.

Ele disse ainda que, na retomada dos interrogatórios, no dia 3 de agosto, dois nomes serão prioritários. São eles, portanto, Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, e Ricardo Barros, deputado federal (Progressistas-PR). Este é o líder de Bolsonaro na Câmara denunciado por interferir no Ministério da Saúde. 

Sobre a pesquisa

O Instituto DataSenado, até a manhã deste dia 16, ainda não havia publicado esta pesquisa. Assim sendo, também não há informação do universo de pessoas consultadas. Porém, já é sabido que 58% são de moradores das regiões Sul-Sudeste, enquanto 34% das Norte-Nordeste. 

Os que declararam politicamente ser de esquerda ou direita empataram em 17%. Contudo, a metade dos entrevistados disse não ser de nenhuma orientação.

Fotomontagem: BNC Amazonas 

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