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Bastidores da Política

Fundo Eleitoral: ‘Presidente, assuma suas responsabilidades’, rebate Marcelo Ramos

“Quem articulou votação em plenário foram os líderes do governo dele. Eu só presidi a sessão e quero lembrar que não houve protestos pelos líderes do governo, nem pelo líder do partido do filho dele [Eduardo Bolsonaro] contra a votação simbólica”, disse Ramos.

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MANAUS – O deputado federal e vice-presidente da Câmara dos Deputados Marcelo Ramos (PL-AM) rebateu neste domingo, 18, as críticas de presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) sobre responsabilidade do Fundo Eleitoral para as eleições de 2022. Em um vídeo, o parlamentar afirma que o presidente precisa assumir as responsabilidades, fazendo referência à aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ocorreu na última quinta-feira, 15.

Segundo Bolsonaro, Marcelo Ramos foi o culpado por não ter separado o Fundo Eleitoral da LDO. “Os parlamentares aprovaram a LDO. É um documento enorme, com vários anexos. Tem muita coisa lá dentro. Muitos parlamentares tentaram destacar essa questão [Fundo Eleitoral]. O responsável por aprovar isso é o Marcelo Ramos lá do Amazonas, viu presidente [Arhur Lira PP-AL]. Ele que fez isso tudo”, afirmou Bolsonaro.

Neste domingo, o vice-presidente da Câmara Marcelo Ramos cumpre agenda no município de Rio Preto da Eva (a 67 quilômetros de Manaus). O parlamentar retrucou as declarações do presidente e afirmou que os líderes do governo federal na Casa Legislativa que articularam a votação na Comissão Mista do Orçamento para definir o valor do Fundo Eleitoral.

“Quem articulou votação em plenário foram os líderes do governo dele. Eu só presidi a sessão e quero lembrar que não houve protestos pelos líderes do governo, nem pelo líder do partido do filho dele [Eduardo Bolsonaro] contra a votação simbólica”, disse Ramos.

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Marcelo Ramos rebateu as acusações do presidente Bolsonaro durante viagem ao interior do Amazonas (Divulgação/Assessoria)

Por fim, o deputado federal afirmou que o presidente foge de suas responsabilidades “mais uma vez” e lembrou ainda que os dois filhos de Bolsonaro votaram a favor do fundo bilionário. “Portanto, ainda vale a pena lembrar que eu nem voto nessa matéria, porque só presidir a sessão. Quem votou a favor foram os filhos dele, tanto na Câmara como no Senado. Essas palavras jogadas ao vento não vão transferir responsabilidades, presidente. Assuma as suas”, rebateu Ramos.

O valor para financiamento público de campanha passará a ser de R$ 5,73 bilhões. Em 2020, foram R$ 2 bilhões, quando foram eleitos prefeitos e vereadores.

Alta do hospital

As declarações de Bolsonaro foram dadas depois que o presidente recebeu alta do hospital onde estava internado há quatro dias em São Paulo por conta de uma obstrução intestinal. Bolsonaro disse que se Ramos tivesse destacado o fundo, não teria acontecido a votação.

“Se tivesse destacado [o Fundo Eleitoral], o resultado talvez tivesse sido diferente. Quem está atacando parlamentares que votou o Fundão, isso não é verdade. Teve a votação da LDO que interessava ao governo. Então num projeto enorme, alguém botou lá dentro essa casca de banana, essa jabuticaba. O parlamento descobriu, foi tentando destacar para votação nominal essa questão e o Marcelo Ramos atropelou e não colocou em votação em destaque”, cutucou Bolsonaro.

Bolsonaro defendeu ainda os líderes do seu governo na Câmara que trabalharam pela aprovação da LDO. “Obrigado aos parlamentares que votaram pela LDO, todos eles estão sendo acusados injustamente de terem votado o Fundão. Eu sigo minha consciência e a gente vai tentar buscar um bom final… Isso tudo vai para o Orçamento, cada vez mais eu tenho menos recursos para investir”, disse o presidente.

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