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Governo Bolsonaro é desmentido sobre cuidar dos ianomâmis na Amazônia

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O presidente da Hutukara Associação Yanomami, Davi Kopenawa, desmentiu a embaixada do governo Bolsonaro nos Estados Unidos de que o Brasil estaria protegendo seus indígenas.

Em especial, o povo ianomâmi da Amazônia, que há três meses vive sob intenso ataque e terror por parte de garimpeiros e invasores da terra indígena em Roraima.

Kopenawa, portanto, rebateu declaração do embaixador Nestor Forster em carta ao deputado democrata Raúl Grijalva, presidente do Comitê de Recursos Naturais da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

A embaixada brasileira em Washington havia desmentido reportagem da BBC publicada pelo congressista em sua conta no Twitter.

Ou seja, a notícia denunciava o assédio do garimpo aos povos indígenas no Brasil e a inação do governo brasileiro.

Garimpeiros ilegais

Além disso, destacava esses ataques aos ianomâmis, na região de Palimiú, que têm sido vítimas de bombas e tiros disparados por garimpeiros ilegais.

“Sou solidário ao movimento indígena brasileiro, pois as máfias do ouro estão invadindo terras indígenas da Amazônia. Esses guardiões da floresta são a última linha de defesa da floresta amazônica #LevantePelaTerra e #MarcoTemporalNão”, tuitou Grijalva em 30 de junho.

Em resposta, o governo Bolsonaro, via documento assinado por Forster e publicado pela embaixada, onde afirma o compromisso do Brasil com a proteção dos povos indígenas.

Diz ainda que o governo brasileiro tem sido exemplar em coibir a atividade de extração de ouro ilegal e assegura a segurança dos povos indígenas nas terras indígenas do país, e na terra indígena Yanomami em particular.

Escondendo a verdade

Kopenawa, contudo, afirma que Forster esconde a verdade.

“Pelo menos desde 2018 é observado um aumento significativo da atividade garimpeira ilegal no interior da terra indígena Yanomami. O aumento coincide com o desmonte da capacidade de atuação dos órgãos de Estado responsáveis pela proteção aos direitos dos povos indígenas e ao meio ambiente – respectivamente, Fundação Nacional do Índio e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis –, e com o abandono das estruturas de proteção territorial específicas na terra indígena Yanomami”.

Leia mais no portal da Unisinos.

Foto: Reprodução

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