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Amazonas

“Não tenho a menor preocupação em fazer história”, diz David Reis, em defesa do “puxadinho” de R$ 32 milhões

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Respondendo ao vereador Rodrigo Guedes (PSC), que foi à tribuna hoje protestar contra a construção de um segundo anexo na Câmara Municipal de Manaus, que consumiria R$ 32 milhões”, o presidente da Casa, David Reis (Avante) defendeu a obra e mostrou incômodo com a expressão “puxadinho”, que já se popularizou depois que ele publicou edital anunciando a iniciativa. O gestor foi além. Disse que não está “nem um pouco preocupado em fazer história” no comando do Legislativo, confirmando a tese amplamente difundida de que faz uma administração de costas para a população.

Guedes levou o assunto à tribuna, cumprindo o que dissera na semana passada, em entrevista à rádio 92.3. Ele pediu que o recursos retornasse à Prefeitura de Manaus, para que fosse aplicado em algo mais útil à população. “Eu tenho certeza que, se nós consultarmos a população, 100% vai se opor a construção do anexo. É muito melhor esse recurso ser investido em educação e saúde, com construção de escolas, de centros esportivos”, disse ele.

“Não vim a essa Casa passear, nem estou brincando com recurso público”, retrucou David Reis, saindo em defesa da obra, que segundo ele é necessária para proporcionar gabinetes “mais isonômicos”, já que hoje alguns vereadores estariam prejudicados com espaços menores. “Pode parecer com tudo, menos com um ‘puxadinho’”, acrescentou, mostrando incômodo com a expressão.

Outros vereadores saíram em defesa do presidente. Os evangélicos Wallace Oliveira (Pros) e Luíz Mitoso (PSC) chamaram Guedes de “oportunista” e qualificaram como “eleitoreiro” seu discurso, insinuando que ele quer disputar algum cargo eletivo em 2022. Glória Carrate (PL) e Diego Afonso (PSL) também criticaram o colega em defesa da obra.

“Se o presidente resolvesse devolver o recurso para a Prefeitura. Vossas Excelências não apoiariam?”, questionou Guedes, que não obteve resposta à pergunta. Os vereadores Amom Mandel (sem partido) e Carpê Andrade (Republicanos) também se posicionaram contra a construção do Anexo 2.

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