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Brasil

Bolsonaro mente sobre preço de combustíveis da Petrobrás

Bolsonaro também fez uma comparação distorcida entre o valor da gasolina no Brasil e de outros países

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mentiu, em live realizada hoje, ao dizer que a Petrobras seria obrigada por lei a aumentar os preços de combustíveis. No entanto, a verdade é que a estatal segue uma política definida pela própria empresa em 2016.

O presidente fez a alegação falsa ao comentar as altas nos preços dos combustíveis.

Bolsonaro também fez uma comparação distorcida entre o valor da gasolina no Brasil e de outros países. Além disso, ele somou dados de empregos que foram contabilizados com métodos diferentes.

De acordo com checagem do UOL Confere, a declaração, “eu não aumento, a Petrobras é obrigada a aumentar o preço [dos combustíveis], porque ela tem que seguir a legislação”, é falsa.

Não existe uma “legislação” que obrigue a Petrobras a aumentar os preços de combustíveis.

O que existe é a política de preços definida pela própria estatal, que desde 2016 acompanha os valores do petróleo no mercado internacional, em dólar.

Como o real tem atravessado forte desvalorização frente à moeda americana, isso contribui para o encarecimento dos preços dos combustíveis no Brasil.

Na live, o presidente questionou a política de preços da estatal, que foi defendida duas semanas atrás por representantes da Petrobras em audiência na Câmara dos Deputados.

Desde o início do ano, a Petrobras reajustou o preço da gasolina 15 vezes, com aumento de 74%. Foram ainda 12 reajustes no preço do diesel, registrando aumento de 64,7%.

Justiça cobra Petrobrás

O Ministério da Justiça enviou notificação para que a Petrobras e a Transpetro prestem esclarecimentos sobre o aumento do preço dos combustíveis. Além disso, a pasta pede esclarecimento sobre possíveis riscos no fornecimento de combustíveis, em especial na capacidade de abastecimento.

Segundo comunicado do ministério, a notificação foi feita na quarta-feira pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

As empresas têm 10 dias para responder, após o recebimento da notificação.

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Foto: Marcos Corrêa/PR