Na sessão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (9), o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de um dos réus no processo que apura suposta tentativa de golpe de Estado, foi retirado da tribuna por ordem de Flávio Dino — que acionou a polícia judicial após o advogado insistir em apresentar slides que haviam sido rejeitados pela Corte.

Chiquini, por sua vez, classificou o episódio como “uma afronta ao direito de defesa” e afirma que acionou a OAB para apurar possível desrespeito às prerrogativas da advocacia.

Para André Marsiglia, a cena revela um problema institucional: ele questiona se a OAB “só serve para advogados que têm jatinho” — insinuando que a entidade prioriza interesses de advogados de elite — e critica a omissão da ordem diante de um episódio grave como a retirada forçada de um defensor da tribuna.

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O episódio reacende o debate sobre os limites do poder de autoridade em julgamentos e os direitos de defesa no histórico julgamento do chamado “núcleo 2” da suposta tentativa de golpe — ao mesmo tempo, em que provoca críticas à atuação da OAB e às normas de conduta dentro do STF.

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